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Como avaliamos

Fontes e estudos

Nossas métricas não saíram da cabeça de ninguém. Elas se apoiam em diretrizes de pediatria, estudos sobre crianças e mídia e normas brasileiras. Aqui você vê cada fonte, o que ela diz e como a usamos.

Tempo de tela e saúde

As diretrizes que orientam o tom do site.

  • Diretriz de saúde

    Manual #MenosTelas #MaisSaúde

    Sociedade Brasileira de Pediatria · Manual de Orientação, Grupo de Trabalho Saúde na Era Digital · 2019

    Recomenda evitar telas antes dos 2 anos; de 2 a 5 anos, no máximo 1 hora por dia com supervisão; de 6 a 10 anos, 1 a 2 horas. Para todas as idades: nada de telas nas refeições e desligar 1 a 2 horas antes de dormir.

    Como usamos: Não recomendamos desenhos ou filmes para menores de 2 anos e incentivamos assistir junto. É a base do aviso que aparece ao abrir o site.

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  • Diretriz de saúde

    Media and Young Minds

    Academia Americana de Pediatria (AAP) · Pediatrics · 2016

    Para crianças pequenas, recomenda pouca tela, só programas de qualidade e sempre com um adulto junto, ajudando a criança a entender o que viu e a relacionar com a vida real.

    Como usamos: Inspira a seção "Para conversar com a criança" e o alerta BOM PARA VER JUNTOS.

  • Diretriz de saúde

    Diretrizes de atividade física, comportamento sedentário e sono para menores de 5 anos

    Organização Mundial da Saúde (OMS) · OMS · 2019

    Não recomenda telas para menores de 1 ano e valoriza, no tempo parado, atividades como leitura, contação de histórias, música e quebra-cabeças.

    Como usamos: Reforça por que livros podem ser indicados desde bebê, e telas não.

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Emoções e convivência

Base da métrica de desenvolvimento socioemocional.

  • Estudo

    Efeitos positivos da televisão nas interações sociais das crianças

    Mares, M.-L.; Woodard, E. · Media Psychology (meta-análise) · 2005

    Reunindo dezenas de estudos, encontrou que conteúdos pró-sociais podem aumentar altruísmo, autocontrole e interações positivas, e reduzir estereótipos, principalmente em crianças pequenas e em idade escolar.

    Como usamos: Observamos se a obra mostra cuidado, cooperação e resolução de conflitos sem agressão.

  • Estudo

    Mediação ativa, Daniel Tiger e o desenvolvimento socioemocional

    Rasmussen, E. E. et al. · Journal of Children and Media · 2016

    Crianças de 2 a 6 anos que assistiram a um desenho focado em emoções mostraram mais empatia e reconhecimento de emoções, mas só quando os pais conversavam com elas sobre o que viram.

    Como usamos: É o motivo de toda ficha trazer perguntas para conversar depois.

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  • Estudo

    Efeitos da Vila Sésamo: aprendizagem em 15 países

    Mares, M.-L.; Pan, Z. · Journal of Applied Developmental Psychology (meta-análise) · 2013

    Programas educativos bem desenhados trouxeram ganhos em letramento, números, conhecimento de mundo e atitudes mais positivas em relação a outros grupos.

    Como usamos: Mostra que conteúdo de qualidade pode ensinar, o que sustenta nossa métrica de linguagem e aprendizagem.

    Atenção: Estudo encomendado pela produtora da série.

Ritmo e estimulação

Base da métrica de ritmo e estimulação.

  • Estudo

    O impacto imediato de diferentes tipos de TV na função executiva

    Lillard, A. S.; Peterson, J. · Pediatrics · 2011

    Crianças de 4 anos que viram 9 minutos de um desenho muito agitado foram pior, logo em seguida, em tarefas de atenção e autocontrole do que as que viram um desenho calmo ou desenharam.

    Como usamos: Avaliamos o ritmo de edição, o som e a falta de pausas.

    Atenção: Mede o efeito imediato, não o de longo prazo.

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  • Estudo

    Novo olhar sobre o impacto imediato da TV na função executiva

    Lillard, A. S. et al. · Developmental Psychology · 2015

    Aprofundando o estudo anterior, indicou que o que mais pesa é o excesso de acontecimentos fantásticos e impossíveis em sequência, mais até do que a velocidade dos cortes.

    Como usamos: Na métrica de estimulação, olhamos o ritmo e também a densidade de eventos fantásticos.

    Atenção: Também mede efeitos imediatos.

Linguagem e aprendizagem

Base da métrica de linguagem e da avaliação de livros.

  • Estudo

    Mídia e aprendizagem de crianças pequenas

    Kirkorian, H.; Wartella, E.; Anderson, D. · The Future of Children (revisão) · 2008

    Programas educativos bem feitos ajudam crianças em idade pré-escolar, mas bebês aprendem muito melhor com pessoas e experiências reais do que com vídeo.

    Como usamos: Valorizamos obras que conversam com a criança e reforçamos que, para bebês, livro e conversa vêm antes.

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  • Estudo

    TV e desenvolvimento da linguagem de bebês e crianças pequenas

    Linebarger, D. L.; Walker, D. · American Behavioral Scientist · 2005

    Mais tempo de TV se associou a vocabulário menor, mas programas que falam diretamente com a criança e fazem pausas para ela responder se associaram a mais palavras.

    Como usamos: Na métrica de linguagem, observamos se a obra convida a criança a participar.

    Atenção: Estudo pequeno, que mostra associação e não causa.

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  • Estudo

    Os quatro pilares da aprendizagem

    Hirsh-Pasek, K. et al. · Psychological Science in the Public Interest · 2015

    Conteúdo educativo de verdade faz a criança pensar (ativo), prende a atenção sem distrações (engajador), conecta com a vida dela (significativo) e estimula a troca com outras pessoas (social).

    Como usamos: Usamos esses quatro pilares como lista de conferência do valor educativo.

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  • Estudo

    O valor da leitura dialógica entre pais e filhos

    Mol, S. E.; Bus, A. G.; de Jong, M. T.; Smeets, D. J. H. · Early Education and Development (meta-análise) · 2008

    Quando o adulto faz perguntas e deixa a criança falar durante a leitura, o vocabulário cresce mais do que na leitura comum, especialmente entre 2 e 4 anos.

    Como usamos: Nos livros, valorizamos rimas, repetição e imagens que convidam a apontar e conversar.

Consumo e publicidade

Base da métrica de consumismo.

  • Norma brasileira

    Resolução nº 163/2014

    Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) · Diário Oficial da União · 2014

    Considera abusiva a publicidade dirigida à criança com a intenção de convencê-la a consumir, inclusive com personagens, desenhos animados, brindes e linguagem infantil.

    Como usamos: Define o que observamos na métrica de consumismo e no alerta ALTO EM CONSUMISMO.

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  • Estudo

    Influenciadores mirins e alimentos não saudáveis

    Alruwaily, A.; Bragg, M. A. et al. · Pediatrics · 2020

    Nos vídeos de influenciadores mirins mais vistos do YouTube, a grande maioria das comidas e bebidas mostradas eram produtos ultraprocessados de marca, misturando diversão e propaganda.

    Como usamos: Ficamos atentos a unboxing, produtos em destaque e personagens que vendem coisas.

Medo e sustos

Base da idade recomendada e do alerta de sustos.

  • Estudo

    Reações de medo das crianças à TV e ao cinema

    Cantor, J. · Pesquisas reunidas em "Mommy, I'm Scared" · 1998

    Até uns 7 anos, o que mais assusta é a aparência (monstros, transformações), mesmo de personagens bons. Crianças maiores se assustam mais com ameaças realistas, como perigos que poderiam acontecer de verdade.

    Como usamos: Pesa na idade recomendada, no alerta ALTO EM SUSTOS e na seção "Vale saber".

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Representatividade

Como olhamos para estereótipos e diversidade.

  • Estudo

    Representação na programação infantil

    Geena Davis Institute on Gender in Media · Relatórios anuais · 2025

    Personagens masculinos ainda são maioria na programação infantil, e personagens com deficiência ou LGBTQIA+ seguem raros.

    Como usamos: Observamos quem tem voz e protagonismo, e se há estereótipos usados como piada.

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Outros sistemas de avaliação

Referências de formato que inspiraram o nosso.

  • Norma brasileira

    Guia Prático de Audiovisual da Classificação Indicativa

    Ministério da Justiça e Segurança Pública · 4ª edição · 2021

    Define a classificação oficial por idade a partir de violência, sexo e nudez e drogas, considerando o contexto de cada cena.

    Como usamos: Mostramos a classificação oficial quando existe e nunca recomendamos idade menor do que ela. A ClassInd diz o que não é adequado; nós olhamos também o que faz bem.

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  • Referência

    Base Nacional Comum Curricular – Educação Infantil

    Ministério da Educação · BNCC · 2017

    Define seis direitos de aprendizagem para a primeira infância: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se.

    Como usamos: Usamos essa linguagem pedagógica brasileira para pensar o que uma obra pode acrescentar.

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  • Referência

    Como avaliamos (Common Sense Media)

    Common Sense Media · Metodologia pública

    Organização sem fins lucrativos dos EUA que avalia obras por categorias (mensagens positivas, violência, consumismo, valor educativo, representatividade) e separa a idade mínima da qualidade.

    Como usamos: Inspirou a ideia de separar "a partir de que idade" de "o que a obra tem de bom".

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Conhece um estudo que deveria estar aqui?

Pesquisadores, pedagogos e pediatras podem sugerir fontes e correções.

Antes do play

Aqui a gente não recomenda telas

Brincar, conversar, ler junto e explorar o mundo vêm sempre em primeiro lugar. Para menores de 2 anos, o ideal é evitar telas.

O Telinha Segura existe para quando a tela já faz parte do dia: assim você escolhe com mais calma e escolhe melhor o que a criança vai ver.

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