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Como avaliamos

Queremos que você saiba exatamente de onde vem cada nota. Por isso explicamos aqui o processo, as métricas e os limites do nosso trabalho.

A IA analisa, uma pessoa revisa

Usamos inteligência artificial para fazer a primeira leitura de cada obra. Ela recebe sempre as mesmas instruções e as mesmas métricas, o que deixa as fichas comparáveis entre si.

Depois, uma pessoa revisa a análise: confere informações, corrige exageros e acrescenta o que a IA deixou passar. Só então a ficha muda de status.

O objetivo é que, aos poucos, pedagogos e pediatras parceiros revisem e assinem as fichas. Quando isso acontece, mostramos o nome, a profissão e o registro profissional de quem revisou.

As avaliações são orientativas. Cada criança é única, e ninguém a conhece melhor do que a família e as pessoas que cuidam dela.

Os três níveis de revisão

Análise inicial (IA)Feita por IA seguindo nossas métricas. Ainda não passou por revisão humana.
Revisado pelo Telinha SeguraA análise da IA foi conferida e ajustada pela nossa equipe.
Revisado por especialistaConferido e assinado por um profissional parceiro.

As métricas

Cada obra recebe uma nota de 1 a 5 em cada métrica, com uma justificativa curta. Em algumas métricas, nota alta é ruim; elas estão marcadas.

Desenvolvimento socioemocional

Quanto a obra ajuda a criança a reconhecer emoções, lidar com conflitos e se colocar no lugar do outro.

  1. 1Reforça atitudes de desrespeito ou crueldade sem consequência.
  2. 2Pouco espaço para emoções; conflitos resolvidos com agressão.
  3. 3Mostra emoções, mas sem aprofundar.
  4. 4Personagens nomeiam sentimentos e resolvem conflitos conversando.
  5. 5Modelo rico de empatia, cooperação e reparação de erros.

Ritmo e estimulação

aqui, menos é melhor

Velocidade dos cortes, volume de sons e cores e excesso de estímulos que dificultam a atenção.

  1. 1Ritmo calmo, cenas longas, sons suaves.
  2. 2Ritmo tranquilo com alguns momentos agitados.
  3. 3Ritmo moderado, comum em produções infantis.
  4. 4Cortes rápidos e trilha intensa na maior parte do tempo.
  5. 5Estímulo constante: cortes, gritos e cores piscando sem pausa.

Linguagem

Riqueza do vocabulário, clareza das falas e convite à conversa, à leitura e à imaginação.

  1. 1Falas pobres, gritos ou linguagem inadequada.
  2. 2Vocabulário repetitivo, pouca narrativa.
  3. 3Linguagem correta e simples.
  4. 4Vocabulário variado e boa narrativa.
  5. 5Linguagem rica, poética ou lúdica, que amplia o repertório da criança.

Consumismo

aqui, menos é melhor

Presença de publicidade, incentivo a comprar produtos licenciados ou valores ligados a ter coisas.

  1. 1Sem apelo de consumo.
  2. 2Marcas ou produtos aparecem de passagem.
  3. 3Produtos licenciados em destaque, sem apelo direto.
  4. 4A história gira em torno de objetos para colecionar ou comprar.
  5. 5Funciona como propaganda: apelo direto à compra.

Os alertas em lupa

Inspirados na rotulagem frontal dos alimentos: um jeito rápido de ver o que merece atenção e o que a obra tem de bom.

  • ALTO EMESTÍMULOCortes rápidos, sons altos ou cores intensas na maior parte do tempo.
  • ALTO EMCONSUMISMOIncentiva a compra de brinquedos ou produtos da marca.
  • ALTO EMANÚNCIOSAnúncios frequentes, publis disfarçadas ou compras dentro do jogo ou app.
  • ALTO EMSUSTOSCenas de tensão ou sustos que podem assustar crianças pequenas.
  • RICO EMEMPATIAPersonagens cuidam uns dos outros e resolvem conflitos conversando.
  • RICO EMLINGUAGEMVocabulário variado, rimas ou narrativa que amplia o repertório.
  • BOM PARAVER JUNTOSRende conversa entre adultos e crianças depois.

Em que nos apoiamos

As métricas se baseiam em diretrizes de pediatria, estudos sobre crianças e mídia e normas brasileiras. Alguns exemplos:

  • Manual #MenosTelas #MaisSaúde

    Sociedade Brasileira de Pediatria · 2019

  • Mediação ativa, Daniel Tiger e o desenvolvimento socioemocional

    Rasmussen, E. E. et al. · 2016

  • Novo olhar sobre o impacto imediato da TV na função executiva

    Lillard, A. S. et al. · 2015

  • Resolução nº 163/2014

    Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) · 2014

Ver todas as fontes
Antes do play

Aqui a gente não recomenda telas

Brincar, conversar, ler junto e explorar o mundo vêm sempre em primeiro lugar. Para menores de 2 anos, o ideal é evitar telas.

O Telinha Segura existe para quando a tela já faz parte do dia: assim você escolhe com mais calma e escolhe melhor o que a criança vai ver.

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